sexta-feira, 25 de março de 2011

E ergo as mãos ao Céu...


Esta dor intensa dentro do peito que me sufoca
Este soluço que me cala os lábios
Esta revolta…. esta vontade de fechar os olhos
voar de encontro ao sol, enrolar as asas num gesto surdo…

Sinto esvair-me nesta dormência de um corpo nu e mutilado de aflição
esta dor de arrancar todas as roupas tão cobertas de suor e sangue,
tão cobertas de lama e desespero, que desconheço já a minha pele
no som descompassado das palavras que ecoa por todos os lados
porque me elegeram ambos, sou réu numa prisão de ameaças veladas
e queixumes…
loucura e desespero porque desconheço a minha culpa,
loucura e desespero porque desconheço a minha pena…

E ergo as mãos ao Céu
E ergo as mãos ao Céu

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