domingo, 1 de agosto de 2010

Lisboa






Nesta cidade em que eu vivo, que respiro, que transpiro
que subo e desço, no movimento contínuo de gente
em desalinho
por entre carros e cheiros de escapes
Nesta cidade de rumores de poluição
que não se vão no bafo das luzes de "Centros"
tão pobre de rebentos de flores
estão meus amores, meus desejos, meus humores...

Esta Lisboa em que eu amo a luz, um rio (azul) e a vida...

Das muralhas do castelo, tão símbolo de conquistas
meus olhos avistam barcos que chegam ao cais
trazendo gente de mais, que se dispersa nos "Arcos"
na confusão de ruas com varinas e pregões
no emaranhado, difuso, de prédios e fontanários
cenários de cores pardas, mal tratadas pelo tempo (?)
em que a omnipotência deixou descendência em estátuas
e ruínas, em sinos de Igrejas e hinos...

Já é tarde!
Na imagem derradeira do Centro das Amoreiras há cores vivas
que emprestam um novo sentido à vida de Lisboa
de gente jovem, de gente boa...