quarta-feira, 21 de abril de 2010

"Abri a Porta ao Sol..."



Tremem-me as mãos, doem-me os dedos
sinto no corpo um frio intenso que desconheço
Drogaram-me com palavras, com conversas
injectaram-me nas veias tantas promessas
de salvação da alma, para que mantivesse a calma
Cobriram-me com lenços de cetim e senti dentro de mim
o vómito do progresso
Rodeada pelo reflexo dessa luz intensa, que me enlouquece
desmaio, inconsciente da vida,
amanhece…

Olhos tristes, sem lágrimas, estrada deserta
onde já não sonho, não sorrio e já não tenho frio
percorro o caminho, encontro-te aberta
Memórias ténues de raios de luz
vermelho, paixão, estendes-me a mão
envolves meu corpo coberto de dor
no calor da promessa, chegou o Verão…