sábado, 10 de abril de 2010

To be or not to be...

Pois é, tenho andado por aí a "vasculhar" os meus livros (alguns deles..), e a (re)ler alguns capítulos, direi mesmo a tentar "achar-me", não que me encontre assim tão "perdida", mas "perdida" um pouco... O facto de tomarmos decisões importantes na vida, faz-nos reflectir em tudo... Foi numa dessas leituras que "encontrei" este excerto que achei significativo...

"...
As pessoas mais felizes são aquelas para quem é mais fácil classificar como positivo um acontecimento próprio. O mais curioso é que,por vezes, dedicamos toda a nossa energia a aceitar as outras pessoas, a adaptarmo-nos às circunstâncias dos outros, mas não somos capazes de aplicar a receita a nós próprios. Esquecemo-nos de que não pode haver uma aceitação real do mundo que nos rodeia se não partirmos da aceitação autêntica do nosso.
Embora seja sempre preferível fazer as coisas acertadamente, não existe nenhuma lei que diga que há que ser excelente em tudo. A autocrítica constante destrói a auto-estima e absorve a vitalidade. cada um tem de tentar fazer o seu trabalho, educar os filhos (se os tiver) ou conviver com o seu companheiro da melhor forma possível, mas o facto de te enganares numa coisa ou de não fazeres tudo o que poderias não te transforma em incompetente, mas sim num ser humano. E se alguém te julgar mal por isso, o melhor que tens a fazer é afastá-lo da tua vida. Aceita os teus limites e defende-os e não esqueças que nem sempre podes, nem deves, agradar aos outros. Não te empenhes em esgotar-te fazendo tudo para demonstrar aos demias o que vales, entre outras coisas porque, como já bem sabes mas te custa tanto admitir, no fundo não só não te agradecem, como, além disso, os angustias.
Deveríamos aprender a observar-nos desapaixonadamente, honestamente, para nos aceitarmos tal como somos, com as nossas próprias feridas, erros e limitações. E, a partir desse princípio, aplicar aos outros, como por exemplo:
- Aprendermos com os erros e não nos castigarmos por eles. Não tomarmos a questão pessoal não termos atingido uma meta. Lembrar a cada dia, a cada minuto, que a pessoa não é o que faz, mas sim o que é.
- Evitarmos as comparações com outras pessoas e assumirmos que cada um tem as suas limitações e circunstâncias próprias, únicas.
- Termos muito claros os referentes pessoais e aferrarmo-nos a eles. Uma vez mais, não esquecer que és quem és e não o que fazes. efinires claramente o eu com que te identificas e as coisas que te fazem sentir o prazer de seres tu mesmo/a. Seleccionares os teus próprios gostos e objectivos. Não fazeres tuas as exigências ou as ambições da moda, da televisão ou do sistema.
- Gozar mais com o processo do que com os resultados. Sobretudo porque são, na maior parte das vezes, subjectivos.
O êxito de uns pode ser o fracasso para outros...."